terça-feira, 22 de maio de 2012

Documentário Respeito‏

Bom Dia, Gente!
Segue o link do Documentário Respeito que foi lançado no dia 18/05/2012 no evento que realizamos junto com a Univesidade Estácio de Sá.


RESPEITO!



Neste vídeo através dos depoimentos sobre seu cotidiano e consequentemente sobre suas relações na sociedade, podemos observar o quanto ainda encontra-se distante o Respeito à Cidadania de travestis e transsexuais no nas mais variadas relações com a família, educação e trabalho.

FICHA TÉCNICA
Idealização: Ricardo Rocha, Renata Gauí, Bruno Cordeiro e Giselle Meirelles
Coordenação: Giselle Meirelles
Direção: Ricardo Rocha
Captura de Áudio e Vídeo e Maquiagem: Ernane Pinho
Edição e Finalização: Marcos Arruzzo
Entrevistas: Ricardo Rocha e Ernane Pinho


Segue o Link: https://vimeo.com/40824923

Escola para travestis na Argentina usa metodologia do brasileiro Paulo Freire‏

21/05/201206h00 http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/05/21/escola-para-travestis-na-argentina-usa-metodologia-do-brasileiro-paulo-freire.htm
>Escola para travestis na Argentina usa metodologia do brasileiro Paulo
Freire
Thiago Minami
>Do UOL, em Buenos Aires
>
>Comunicar erro Imprimir
> * Reprodução Panfleto da escola argentina Mocha Celis, que é voltada para
travestis
>
Quando chegou a Buenos Aires aos 15 anos de idade, a travesti Virginia
Silveira queria se tornar advogada. Abandonou a família e os estudos na terra
natal, Salta (a 1597 quilômetros de Buenos Aires), para realizar, sozinha, o
sonho nas elegantes ruas da capital argentina.
>A vida que levou, porém, não tinha nenhum charme. Como é comum entre as
travestis em diversos países, Virginia recorreu à prostituição para sobreviver
na cidade grande. “É uma rotina muito dura para uma adolescente. Mas você se vê
sem ter para onde correr”, diz. Como se vestia de menina desde pequena, era
vítima de exclusão na escola. Ficava de lado nos trabalhos em grupo e não
conseguia ir ao banheiro. “Me aguentava até voltar para casa, porque não me
sentia à vontade para ir com os meninos.”
>
>Veja
Álbum de fotos
Desde março, Virginia, hoje com 22 anos, está de volta aos estudos. Ela é uma
das 35 alunas da escola de travestis Mocha Celis. As aulas não são sobre como
usar salto alto ou se maquiar, mas, sim, um supletivo para quem não completou o
ensino médio, com aulas de língua, matemática, ciências e outras disciplinas que
estariam em qualquer instituição do tipo. Dez alunos são heterossexuais. Em
geral, eles são parte de outras minorias excluídas do sistema educacional, como
imigrantes.
>“A diferença é que agregamos discussões de gêneros aos tópicos das
disciplinas”, explica Francisco Quiñones, 27, um dos 25 coordenadores e também
professor do curso “Gênero” define a construção social da sexualidade e a
maneira como o indivíduo se vê. Virginia, por exemplo, nasceu com o sexo
masculino, mas seu gênero é feminino. Isso influencia o aprendizado em áreas
como a biologia, em que tradicionalmente só é abordada a divisão sexual entre
homens e mulheres. Na Mocha Celis, são discutidas também as razões para a
existência de travestis e transexuais – como a questão é vista pela biologia,
sociologia e psicologia.
>
>Gestão democrática
O educador brasileiro Paulo Freire é um dos mais citados do mundo.
Basicamente, ele preconiza a educação como um processo de transformação social.
Diz que é preciso acabar com a relação entre professor mestre-do-conhecimento e
aluno folha-de-papel-em-branco (veja mais abaixo).
>A Mocha Celis decidiu levar Freire a sério. Organiza as aulas em mesas
redondas, ao redor das quais educadores e estudantes debatem as questões lado a
lado. As regras são decididas em conjunto, como provam cartazes verdes colados
na sala de aula – uma norma é escrita a caneta e, abaixo dela, fica o espaço
para manifestações contrárias. Uma delas diz: “não se deve fumar em sala de
aula”, e logo alguém protesta: “por que não? E a liberdade de atitude?”.
>Chegar a um consenso, no entanto, leva tempo e nem sempre é possível. Na
Mocha Celis, além dos heterossexuais e os transexuais masculinos, há também as
femininas – meninos que nasceram meninas. Segundo Francisco, não há problemas de
relacionamentos entre as partes. “Só precisamos melhorar um pouco a integração
entre elas”, diz.
>
>Para Paulo Freire, aluno é sujeito, não espectador
A democracia na escola é um ponto essencial do pensador brasileiro Paulo
Freire. Para ele, professores e alunos estão em posições contrárias, mas ao
mesmo tempo de igualdade, com uma troca contínua de saberes e conhecimentos.
“Ninguém só aprende, ninguém só ensina. Não se diz ao outro a verdade, mas, com
ele, partilha-se a busca pelo conhecimento”, diz Agostinho Rosa, presidente do
Centro Paulo Freire, no Recife. Para Freire, estudantes não são vazios de
conhecimento. São sujeitos com histórias e vivências próprias, que devem ser
levadas em consideração a todo o tempo na sala de aula. Muitas vezes, surgem
contradições entre os universos que se tornam parte importante do processo de
aprendizado. “É pelo reconhecimento da diferença e da pluralidade que Paulo
Freire pensa a escola. Discutir com o outro é uma apropriação democrática”,
explica Rosa. Por meio da formação de protagonistas sociais, capacitados para
adquirir e produzir cultura, a escola pensada por Paulo Freire é capaz de gerar
consciência crítica, levar a transformações na sociedade e reverter as relações
de exploração.
>
>Este é só o primeiro desafio
Muitas alunas da Mocha Celis vivem da prostituição. Outras são manicures e
empregadas domésticas. “Em comum, todas sonham escolher a profissão que desejam
– e não serem obrigadas a seguir aquelas que a sociedade impõe”, diz
Quiñones.
>É o que leva Laura Barrionuevo, 28, a enfrentar três horas de transporte
público todos os dias para fazer o supletivo. Ela quer cursar radiologia. “É a
melhor oportunidade que tive na vida até agora”, conta à reportagem do UOL, logo após dar entrevista a dois canais locais de TV. Laura
trabalha de empregada doméstica e, assim como Virginia, também deixou a escola
porque não era aceita pelos demais.
>Quiñones é otimista em relação à exclusão no mercado de trabalho. “O Estado
está mudando a cabeça, então as empresas também devem seguir”, diz. A briga pela
aceitação social da diversidade é parte do currículo. No último dia 09,
professores e estudantes uniram-se na Praça do Congresso para pressionar o
Senado argentino a aprovar a Lei de Identidade e Gênero, que, entre outras
medidas, garante a operação gratuita de mudança de sexo a transexuais. Na mesma
data, a lei foi ratificada por unanimidade.
>
>Infraestrutura
Além das questões de ordem nacional, a Mocha Celis precisa enfrentar também
problemas como a falta de verba e infraestrutura. Ela é considerada um
“bacharelato popular”, um tipo de insituição educacional sem fins lucrativos que
recebe apoio financeiro do governo. A condição para o dinheiro chegar, porém, é
que pelo menos uma turma esteja formada. “Até lá, estamos fazendo uma vaquinha e
colocando do próprio bolso. Temos um gasto mensal de 12 mil pesos (R$ 6 mil)”,
afirma Francisco.
>
>Mais histórias
> * Cearense é a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil;
conheça sua trajetória
>
> * Mais
histórias de superação na educação; confira
Quem visita Buenos Aires a turismo dificilmente verá locais como a escola.
Funciona no quinto andar de um prédio antigo no bairro de Chacarita –sem nada da
beleza dos casarões característicos da cidade– e conta com pouco mais que uma
pequena lousa manchada, mesas velhas e instalações precárias, que parecem ter
sido abandonadas por um longo tempo. Numa cozinha com poucos utensílios, os
alunos fazem comida para sustentar os colegas mais pobres. Os ingredientes são
comprados em conjunto.
>O ambiente parece relembrar a história da própria Mocha Celis, travesti que
dá nome ao curso. Após ser levada à prisão diversas vezes, foi morta com três
tiros em condições obscuras – ao que tudo indica, vítima da violência policial.
Sempre que ia parar na cadeia, Mocha, analfabeta, precisava de ajuda para
assinar o próprio nome e ler os termos judiciais.
>Na Argentina, apenas 14 % das garotas travestis terminam o ensino
fundamental, contra 98 % do resto da população, segundo dados da ALITT
(Associação de Luta pela Identidade Travesti e Transgênero). A falta de educação
e a vida cheia de riscos abaixa a expectativa de vida para 35 anos, comparável
aos países mais pobres do mundo em situação de guerra. Na Argentina, a
expectativa média da população geral é de 76 anos. Por isso, os estudantes estão
esperançosos. “Minha maior dor era não me sentir útil à sociedade”, diz
Virginia. “Aconselho os travestis a sair da prostituição. Assim vão se dar conta
de que a vida é bem maior e não vão querer voltar nunca mais ao passado.”
>
>
>
>Manuel
Romário Saldanha NetoMESTRE
PELA UFPE
>filósofo,
arte-educador, agente sócio-cultural
>MNU
MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO-LGBT
>LGBT
DE TERREIRO E COMUNIDADE
>NÚCLEO
DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA HOMOSSEXUAL DA UFPE
>Endereço
para acessar Currículo:
>http://lattes.cnpq.br/2489286774040948
>(81) 3221 6920 - 96473310
>manuel.saldanha@hotmail.com
>http://sociologiaemrede.ning.com/profiles/blog/list?user=0l85y6thgp2i1
>http://pt-br.facebook.com/people/Manuel-Rom%C3%A1rio-Saldanha-Neto/100001404447604

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dançarina transexual‏

Valesca abre inscrições para dançarinas transexuais

Rio -  Valesca Popozuda abriu inscrições para dançarinas transexuais que quiserem fazer parte da Gaiola das Popozudas. A decisão foi anunciada ontem no Twitter da funkeira. “Pronto, decidi! Agora eu quero uma dançarina transex, linda e poderosa! Quero ver o babado pegar fogo no palco!”, escreveu a loura. Ao site Ego, ela disse que quer acabar com o preconceito. “Quero quebrar a barreira contra os homossexuais”, afirmou.

TRANS NA LUTA CONTRA HOMOFOBIA/ADHONS

O artista e militante LGBT Reginaldo Batista, receberá o título de cidadão aracajuano

Dia 17 de Maio de 2012 (quinta-feira) na mesma data em que é realizado o Dia Internacional,Nacional e Municipal de combate à Homofobia e Transfobia, meu amigo e irmão Reginaldo Batista irá receber o título de cidadão aracajuano,por iniciativa da vereadora Rosangela Santana. O evento será realizado às 9:00h na Câmara Municipal da capital sergipana. Em seguida haverá manifestação contra o assassinato de homossexuais em Sergipe.

Giselle Ásthon posa com Reginaldo Batista e Adriely Maltais



Artista,atleta e militante

Há mais de uma década ,aportava em Aracaju o artista e militante Reginaldo Batista. Nascido no
Ceará ,o então ex-atleta conhecido carinhosamente como Naldo começava ali um novo ritmo de vida,como militante pelas causas LGBTs, na extinta associação DIALOGAY. Sendo em seguida um dos fundadores e presidentes da atual associação ADHONS (Associação de Defesa ao Homossexual de Sergipe) hoje liderada por Marcelo Lima de Menezes.
Além do trabalho excepcional como militante ,Naldo passa a se envolver com o mundo das artes (através do transformismo) .É quando nasce sua personagem,a marcante drag queen Karolyne Prínscipal. Aos poucos, Kharolyne começa a ganhar espaço nos palcos ,teatros e eventos até se consagrar como um dos principais nomes do gênero na história da arte sergipana, hoje também reconhecida como uma das maiores drag queens do país.

Ser humano,amigo,irmão

Conheci Naldo há cerca de 10 anos,quando fui fazer uma visita à ADHONS e logo me identifiquei com o jeito autêntico,humano e extremamente comunicativo que lhes são peculiares.
Num primeiro momento Naldo passa a impressão de que está ligado numa "voltagem 220" (rs) , é um fio elétrico , não para um segundo. Mas basta ir mais além para notar o ser humano incrível e delicado que mora ali dentro daquela criatura inquieta,e que SER HUMANO!

Naldo raramente diz um não a alguém que esteja verdadeiramente precisando de seu auxílio. Embora nem todo mundo se identifique ,ele também não sabe mentir para agradar e por isso os amigos que cultiva são DE VERDADE,e eu posso dizer que sou uma dessas pessoas.
Inteligente,talentoso,sensato,humano e sempre presente ,ele é por muitos considerado uma verdadeira RELÍQUIA no mundo LGBT
Naldo,sinto muito orgulho de ter te conhecido e mais ainda de tê-lo como um IRMÃO (assim como considero a Karolyne uma mãezona ) Pois,diga-se de passagem,nossa relação já rompeu as barreiras da amizade.
Neste momento tão especial na sua vida ,não poderia deixar de prestar minha homenagem,aquela quem vem bem do fundo do coração.
Existe um velho ditado que diz que o verdadeiro pai é o que cria,da mesma forma ,o verdadeiro aracajuano é aquele que faz a diferença e contribui para enriquecer a história e a cultura desse povo. Por isso, receba meus mais sinceros votos de congratulações .



Parabéns Reginaldo Batista! Parabéns Kharolyne Prínscipal!
Parabéns CIDADÃO ARACAJUANO!

ONG Construindo Igualdade faz mobilização contra a homofobia em Caxias

Carolina Klóss
Neste domingo, a ONG Construindo Igualdade realizou uma mobilização contra a homofobia, no Parque dos Macaquinhos, em Caxias do Sul. A atividade também serviu para coletar nomes de travestis e transexuais que gostariam de obter a carteira de nome social.

Na semana passada, o governador Tarso Genro assinou um decreto que oportuniza que travestis e transexuais do Rio Grande do Sul escolham o nome que querem usar em documentos de identidade. Por enquanto, os novos documentos, chamados de Carteira de Nome Social, só serão válidos para serviços públicos oferecidos pelo Estado.

— Queremos, de todo o jeito, acabar com o preconceito. Este decreto assinado pelo Governador é um grande avanço. Quinze pessoas já nos procuraram para se inscrever e entrar na fila para ter esse documento — afirma Cleonice Araujo, transexual e presidente da ONG.

A decisão do governo do Rio Grande do Sul em implantar a Carteira Social foi tomada depois de uma longa negociação entre autoridades estaduais e representantes de organizações não governamentais (ONGs). A iniciativa está no Decreto nº 48.118, de 17 de maio de 2011.

Em Caxias, interessados em ter este documento social podem entrar em contato pelo telefone (54) 8101.9181.

— Sabemos que a cidade terá uma sede para fazer esse documento e que ele custará R$ 40 — explica Cleonice